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Brasil, São Paulo 1960

São Paulo de Paulos e Marias

Flor de Lótus

Que caem sobre as nuvens
violetas
por vias singulares
rochedos

Folhas mortas pelas raizes
campestre
a peste que se manisfesta
tua vida

Os pássaros voam
livres em bando
sem rumo
ao leste pelo sul

Uma nova estação chega
o vento se renova
o mar muda de direção
a vida é vida
o sol não brilha mais

Os ceús beijão as nuvens
e a lua chora por não ter um fim

Se O Meu Silêncio Não Te Diz Nada
Minhas Palavras São Inúteis…

o lotus abre suas folhas
e os passaros que passam
a lagrima da lua que escoa
as nuvens

e o sentido contrário
das formas
a fenix surge e morri
novamente
a vida que foi se renova

Quem és tu…
Pra Criticar Meu Estado Mental Distorcido!?
teorias tortas surgem, assustam!
E talvez
sua vida seja orquestrada

sorria seja ben venido
pelas maravilhas que vou lhe apresentar
o magico e fantastico lotus
tome um chá de lirio
coma uns biscoitos

os cogumelos tem gosto de feijão
movimente sua cabeça
a imaginação tem sabor de papel
e as rosas?
surge o amanhecer

e No jardim de flores
flora algo
O vento se levanta
e o fogo queima!

a paz que forma
se esconde , implicita
nas papilas de sua lingua

O som que que provoca
vibra nas cordas vocálicas
Grito que engole o choro
Lagrimas que te faz viver

a petala roxa gira e gira
não para
dá forma
uma Luz radia o entardecer
que de tão tarde não faz mais
Sentido.

As folhas secas que cairam, só nos vimos!
o medo se que passou , fica batendo em nossas faces
mas aquele sorriso falso…

A dor ficou , o sacrificio que fiz – lhe abortou
então abra a caixinha de musica
escute o som
o cheiro da minha pele
fogo que arde em tuas pernas

luz que produz a sombra
vela que ilumina e mina fumaça
azul, roxo,laranja…
onde dança e baila ao vento

Dance com a morte
em companhania minha
olhe os passos da dança dos macacos

A respiração pulsa
o passo em comum
o laço da um passo
ao infinito do penrasco
onde cai e se enrosca

onde tudo será o contrário
e as coisas serão assim
ao fim do que o começo
a era que Fabríca
os sons que se iniciam

O outono acaba e as folhas caem
sem rumo algum
onde procura -lás então?
perdidas pelo destino nas arestas da vida
falta me o ar em cada folha

Depois de tudo
onde tudo
pode ser o que você quiser
e que as coisas são mais facéis
me deixe aproximar
e mostrar o que tenho de melhor

então exponha – me ao extremo
ao ter que ver você cair.

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